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​A história do vinho é muito longa, acompanhou a evolução econômica e sócio-cultural de diversas civilizações como Grécia e Roma antigas. Os primeiros rótulos surgiram no Egito e a Babilônia proclamou leis que regulamentavam a exportação do vinho.

​A origem precisa do vinho é impossível, pois nasceu antes mesmo da escrita. Alguns afirmam que surgiu por acaso, no entanto, é certo que o seu cultivo só foi possível quando os nômades se tornaram sedentários. As primeiras vinificações ocorreram acidentalmente. É provável que o primeiro vinhedo tenha sido plantado em algum lugar entre as atuais Turquia, Geórgia ou Armênia. Já a evidência mais antiga da armazenagem do vinho foi encontrada no Irã.

Um aspecto importante desse primeiro momento da história do vinho é que os gregos e depois os romanos conferiram a ele um lugar importante, por essa razão e pelo seu uso religioso o vinho trnasformou-se em um elemento importante da civilização ocidental.

A prática e crenças cristãs tiveram grande influência dos rituais gregos e romanos, mais precisamente com culto ao deus grego do vinho Dionísio, ou Baco, seu equivalente romano. O cristianismo retomou inúmeros símbolos báquicos. Foi devido a esse lugar que ocupava na religião que o vinho sobreviveu às invasões bárbaras após o declínio de Roma.

Com a vida voltando a ser pacífica ocorre a expansão dos vinhedos e a ressurreição do comércio, foram criadas as grandes frotas do vinho. Para o homem da Idade Média a bebida não eram um luxo, mas uma necessidade, pois as vilas possuíam águas impuras, assim o vinho cumpria um papel anti-séptico na medicina rudimentar.

Essa é apenas uma pequena introdução sobre a história dessa bebida tão apaixonante.

Adaptado de: Larousse do Vinho, 2007.

Falaremos agora um pouco sobre algumas das diferentes uvas que são usadas para a produção dos vinhos. Conhecê-las é importante porque a uva traz uma informação essencial a respeito do sabor e caráter do vinho que se irá degustar.

Importante dizer que os rótulos dos vinhos europeus de denominação raramente trazem especificado o nome das uvas de origem. Uma curiosidade é que os primeiros a difundirem seus vinhos pelos nomes das cepas foram os vinhedos californianos, atualmente outros países seguem essa influência como ocorre na Argentina e no Chile.

Cabernet Sauvignon – essa cepa se desenvolveu em Bourdeaux. Ela produz um vinho bastante tânico, de cor vermelho-escuro com uma nota violácea, tornando-se vermelho tijolo com o tempo. Seus aromas lembram cassis nos vinhos jovens e madeira nos mais evoluídos. Seu amadurecimento em barris de carvalho costuma dar bons resultados. Mais algumas características: notas de grosella preta e madeira. É um vinho altamente tânico.

Cabernet Franc – é cultivada também em Bourdeaux e predomina na região do Loire. Não possui os taninos nem a acidez do cabernet sauvignon, mas oferece aromas frescos e frutados e sabor de fruta madura.

Merlot – é a uva dos grandes vinhos de Saint-Émillion e Pomerol. É uma uva bastante cultivada na França. Possui um sabor macio e frutado, aparência escura e aromas muito frutados. Na sua maioria os vinhos dessa uva devem ser bebidos jovens, são suaves e podem ter um toque de ameixa.

Malbec – é a uva tinta mais popular da Argentina, pois adaptou-se bem ao solo de Mendoza. Produz vinhos muito aveludados.

Nebbiolo – uva característica dos vales do Piemonte, onde se produz os famosos Barolo e Barbaresco. Raramente é cultivada fora da Itália. Os bagos são muito escuros com casca áspera e forte acidez, sendo obrigatório o envelhecimento em madeira. Os vinhos dessa cepa têm muita longevidade devendo passar certo tempo na garrafa, por essa razão é necessário decantá-lo para suavizar os taninos e liberar o buquê. Produz um vinho com notas de rosas, violetas e laranja.

Sangiovese – cultivada na Itália, particularmente na região central, mais precisamente em Chianti, Montalcino (onde produz o famoso Brunello) e Montepulciano. Os clones menos nobres produzem vinhos tintos leves e ácidos.

Pinot Noir – é a uva dos grandes borgonhas tintos. O gosto da pinot noir é mais difícil de definir, pois esta, diferente do que ocorre com as outras uvas tintas, é bastante influenciada pelo terroir. As versões leves são macias e frutadas, no entanto, existem vinhos cultivados na madeira que se apresentam mais complexos, mas mesmos estes possuem uma aparência desbotada e toques de frutas maduras como a cereja. Apresenta notas de cereja e framboesa
e tonalidade rubi-médio.

Tempranillo – constitui-se na principal uva dos vinho espanhóis importantes como o Rioja. Lembra um pouco os aromas e gosto do pinot noir da Borganha, talvez, em geral, um pouco mais encorpado. O tempranillo dá um vinho colorido, com acidez relativamente baixa e pouco tânico. Possui notas de tabaco, condimento e couro.

Shirraz – é outra uva clássica da França, está na origem dos grandes vinhos elaborados no Rhône e entra no corte do Châteauneuf-du-pape. Ela pode dar ao vinho notas picantes. Outras características: notas de pimenta do reino e chocolate escuro. É um vinho tânico.

Sauvignon Blanc – o estilo dessa uva fresco e com aparência viva é hoje apreciado no mundo todo. Produz vinhos em sua maioria simples no gosto e na estrutura feitos para serem bebidos logo. Mais algumas características: notas de frutas verdes, raramente amadeirado.

Chardonnay – original da Borgonha é a uva branca mais apreciada, talvez por não ter um sabor particularmente forte. Pode apresentar aromas potentes nas regiões mais quentes com perda da sua acidez, nesses casos os aromas de manteiga, avelã e pão tostado, típicos dos Chardonnays da Borgonha, darão lugar a aromas de frutas cítricas como o abacaxi. Em geral assume a personalidade que o vinicultor desejar, podendo ser espumante ou até mesmo doce.

Primeiramente é importante observar que o fato das taças serem convexas, em forma de tulipa, tem a ver com a ideia de canalizar os aromas do vinho para o nariz. Se fosse usado um copo com as bordas mais abertas uma grande superfície de vinho ficaria exposta ao ar o que dificultaria a retenção dos aromas.

Outra característica é a haste longa para que seja possível segurar sem tocar na taça propriamente dita, pois, do contrário, um copo de vinha branco se aqueceriamuito rápido se em contato com a mão. A taça também deve ser grande o suficiente para que se possa “girar” o vinho e liberar seus aromas sem derramá-lo. O ideal é servir 90 ml em um copo de, pelo menos, 280 ml.

A exceção é para o serviço de champanhe que deve ser em flûte (flauta). O flûte possui uma forma alongada e deve ser enchida até três quartos para que se possa obervar as bolhas. Por fim, o material deve ser transparente e liso.


Sobre as Taças

  • Vinho branco:
    Pé longo e fino e bojo em forma de tulipa. É menor que a do vinho tinto, com uma abertura média que aumenta o frescor e a acidez.
  • Bordeaux:
    Serve para a maior parte dos vinhos tintos, como Merlot e Cabernet Sauvignon. Possui formas mais amplas para que o vinho tinto se expanda na taça e libere melhor os aromas.
  • Sobremesa/ vinhos fortificados:
    Como Porto ou Jerez. Possui forma inspirada na copita de jerez. Estas taças são menores, pois estes vinhos são pouco aromáticos e por isso não precisam de uma abertura muito larga para liberar os aromas.
  • Borgonha:
    Largo, facilitando o “giro” permitindo que os aromas se expandam.
  • Copo-padrão – INAO:
    Uma taça um pouco menor para sessões de degustação.
  • Flûte para champanhe:
    Também usado para outros espumantes. O formato estreito facilita a subida das bolhas que espalham o aroma até o topo da taça.